sexta-feira, 17 de julho de 2009

Conceito de Politica Em Aristoteles

Alexandre, “O Grande”. Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade colectiva. Segundo Aristóteles, a pouca experiência da vida torna o estudo da Política supérfluo para os jovens, por regras imprudentes, que só seguem suas paixões. Embora não tenha proposto um modelo de Estado como seu mestre Platão, Aristóteles foi o primeiro grande sistematizador das coisas públicas. Diferentemente de Platão, Aristóteles faz uma filosofia prática e não ideal e de especulação como seu mestre. O Estado, para Aristóteles, constitui a expressão mais feliz da comunidade em seu vínculo com a natureza. Segundo Aristóteles, assim como é impossível conceber a mão sem o corpo, é impossível conceber o indivíduo sem o Estado. O homem é um animal social e político por natureza. E, se o homem é um animal político, significa que tem necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. A polis grega encarnada na figura do Estado é uma necessidade humana. O homem que não necessita de viver em sociedade, ou é um Deus ou uma Besta. Para Aristóteles, toda cidade é uma forma de associação e toda associação se estabelece tendo como finalidade algum bem. A comunidade política forma-se de forma natural pela própria tendência que as pessoas têm de se agruparem. E ninguém pode ter garantido seu próprio bem sem a família e sem alguma forma de governo. Para Aristóteles os indivíduos não se associam somente para viver, mas para viver bem. Dos agrupamentos das famílias forma-se as aldeias, do agrupamento das aldeias forma a cidade, cuja finalidade é a virtude dos seus cidadãos para o bem comum. A cidade aristotélica deve ser composta por diversas classes, mas quem entrará na categoria de cidadãos livres que podem ser virtuosos são somente três classes superiores: os guerreiros, os magistrados e os sacerdotes. Aristóteles aceita a escravidão e considera a mesma desejável para os que são escravos por natureza. Estes são os incapazes de governar a si mesmo, e, portanto, devem serem governados. Segundo Aristóteles, um cidadão é alguém politicamente activo e participante da coisa pública. Segundo Aristóteles, sem um mínimo de ócio não se pode ser cidadão. Assim, o escravo ou um artesão não se encontra suficientemente livre e com tempo para exercer a cidadania e alcançar a virtude, a qual é incompatível com uma vida mecânica. E os escravos devem trabalhar para o sustento dos cidadãos livres e virtuosos. Aristóteles contesta o comunismo de bens, mulheres e crianças proposto por Platão. Segundo ele, quanto mais comum for uma coisa menos se cuida dela.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Consolidação da Democracia...

Caros colegas, amigos e os demais que visitarem este blogg ajudem-me se por acaso estiver errado.

Decidi analisar o processo eleitoral de 2009 e logo vou me deparando com muitas iregularidades na nossa jovem democracia. Na semana finda, terminou a eleição dos candidatos a deputados da Assembleia da República e mais uma vez chego a conclusão que a nossa Democracia mamtêm-se formal e esta não se exerce na pratica. Porque chego a tal conclusão?

A natureza dos candidatos a deputados da Assembleia continuam a ser individuos que nem sequer têm noção dos circulos eleitorais no qual vão representar. Suponho que não sou o unico nem o primeiro a notar esta iregularidade. Talvez possa ser interpretado com tendencias regionalistas, longe de mim tal coisa. Considero ser uma grande lacuna, pois sinto que os reiais problemas de base destes circulos eleitorais ficarão sem resolução porque suponho eu que as prioridades serão decididas em sede partidaria ou seja no Comité Central. Este é um dos pontos criticos que verifiquei.

Gostaria de deixar claro que isso não acontece com todos os circulos eleitorais o que me deixa ciente de que isto é feito com um certo objectivo de acomodar algumas pessoas. É preciso sermos sérios porque o Parlamento não deve ser conotado como local de acomodação, mas sim um local de trabalho e de muito trabalho, para mudar-mos a imagem desgastante que o nosso parlamento possue, pois tornou-se um centro de insultos onde só se vai "lavar roupa suja" e pouco se faz de trabalho.

O pais esta a desenvolver, desordenadamente. É preciso por ordem nisso, cada dia que passa a sofistificação politica do jovem moçambicano com defeito ou sem defeito vai amadurecendo e as leituras vão sendo feitas e um dia a " privação relativa" vai se fazer sentir e isso pode vir a comprometer o nosso poder de voto e tudo que conquistamos até a data.

Nomes e Significados

É interessante recebi de um grande amigo uma lista de 35 paginas com varios nomes e seus significados. Achando isto importante vou partilhar convosco as 35 paginas uma a uma para poder dar um espaço para possiveis comentarios.

A
Abel – Do hebraico Hével (efémero) ou derivado do assírio Ablu (filho), significa vaidade. Segundo filho de Adão e Eva veio a ser assassinado pelo seu irmão Caim. Este nome define uma pessoa sensível, terna, sonhadora e receptiva. Gosta de viver em harmonia e abomina a competição e as batalhas. A segurança afectiva é para ele uma necessidade e só assim encontra o seu equilíbrio, que se canaliza em criatividade e fantasia. Desta combinação resulta um artista.

Abraão – Em hebraico “abraham” significa progenitor de uma grande descendência. A sua vida rege-se pelo lema: Nada é impossível. Detentor de uma curiosidade e ousadia dignas do maior dos aventureiros é ainda corajoso e determinado como um guerreiro. Senhor de uma grande espírito de liderança, ninguém fica indiferente na sua presença.

Ada – Do hebraico Adah, que significa ornamento/beleza, ou ainda do germânico Eada, que significa feliz

Adão – Este nome também deriva do hebraico “adâm”, que por sua vez tem as suas raízes na assírio “adamou” (criar) e siginfica o homem criado do barro. Trata-se de uma pessoa resistente e trabalhadora com uma excelente capacidade de organização. Gosta da vida e dos prazeres que dela pode recolher e tem muitas vezes uma séria propensão para os negócios.

Adelaide – Vem dos termos germânicos “adal” (nobre) e “haidu” (qualidade). O conformismo passa-lhe ao lado e pauta a sua vida pela versatilidade e sociabilidade. Trata-se de uma pessoa bastante feminina, para quem o teatro e os jogos de sedução não têm segredos. Gosta de voos altos, mas volta à terra com a maior facilidade. Os seus pontos fortes assentam sobretudo na adaptabilidade, originalidade e facilidade de comunicação. Por outro lado, tem também um carácter volúvel, superficial e oportunista.

Adélia – Do germânico antigo “adel”, significa nobre e tem como diminutivo Adelina Estamos perante uma pessoa aparentemente severa e um pouco reservada, que pode atingir as raias da frieza e da indiferença. Todavia, é uma pessoa sentimental para quem o ideal de vida assenta no humanismo e no plano espiritual. A arte não lhe é estranha.

Adelina/o – Tem origem no germânico “adal” (nobre) e “lind” (doce ou nobre serpente). No feminino, podemos estar perante uma pessoas cujas características se assemelham às do nome Adelaide, com a desvantagem de ser preguiçosa. A sua principal preocupação é a de encontrar alguém a quem entregar o seu coração. Já os Adelinos são pessoas preocupadas em atingir a estabilidade, que física quer psíquica, sendo esta caraterística a pedra basilar da sua existência. É um excelente lutador e as adversidades da vida apenas servem para lhe aguçar a força de vontade.

Ademar - Do germânico Hadmar, que significa guerreiro de glória.
Adérico - Tem um forte poder de iniciativa e tem sempre disponibilidade para os amigos e para os amores da sua vida.

Adolfo – Proveniente do germânico “adal” e “wolf”, cujo significado literal é nobre e lobo. A fusão de ambos os termos poderá significar guerreiro corajoso. O seu retrato poderá ser o de uma pessoa séria, organizada e perseverante que gosta de coisas concretas e duráveis. Todavia, para se sentir seguro constrói e realiza aquilo de que necessita. Quanto é dotado de grandeza de alma pode transformar-se num sábio que alicerça a sabedoria em aspectos terrenos. Se, pelo contrário, a natureza o dota de um espírito mais mesquinho, o seu carácter reflecte egoísmo, frieza, falta de imaginação e propensão para a solidão.

Adriana/o – A origem deste nome está no termo “Adrianus”, ou seja, aquele que é natural de Ádria, cidade de Venécia fundada pelos Etruscos à qual se deve a designação do Mar Adriático. O nome Adriana é o de uma mulher sedutora, sempre pronta a ouvir e a entender os outros e a propor soluções conciliatórias. Caracteriza-se por uma excelente capacidade de trabalho, soberbamente combinada com dedicação e ambição. Como não há bela sem senão, sucumbe por vezes à preguiça e tende a encarar a vida como um romance.
Os Adrianos são pessoas que evidenciam uma grande tenacidade, combatividade e sede de poder. Apesar de defenderem a verdade, deixam-se cativar por tudo o que é misterioso. Esta faceta contraditória reflecte-se na sua vida, podendo ser um grande criador ou um terrível destruidor.

Afonso – Da conjugação germânica Hathusfuns que significa pronto para o combate. Este nome, disseminado no sul da Europa pelos Visigodos, combina os termos “adal” (nobre) e "funs" (apto). Falamos aqui de uma personalidade cuja imaginação o transporta muitas vezes para um plano onírico. É normalmente sensível, quase frágil e vive ao sabor das suas emoções. Sabe ouvir os outros e comove-se facilmente com os seus problemas, para os quais busca soluções. A sua pureza e tolerância fazem com seja simultaneamente sedutor e perturbador.

Ágata – Do grego “agathós” (bom de qualidade). Esta filha de Vénus é misteriosa e encantadora, e seduz pela sua sensualidade, graça e amabilidade. A sua presença, tacto e espiríto requintado não passam despercebidos.

Agnes – do grego Aghne e significa pura
Aida – Imortalizado pela ópera de Verdi, pensa-se que este nome tenha a sua origem no termo árabe “aid”, cujo significado traduz uma festa religiosa. Trata-se de uma pessoa alegre e sedutora que procura o equilíbrio, que muitas vezes encontra quando se dedica à arte. O seu maior defeito é a preguiça, que se reflecte em situações que deixa arrastar, em especial se estas lhe causam incómodo.

Alan – Do latim Alanus, povo que invadiu a Gália no séc. III.

Alba – do latim Alba ou Albus e significa branca

Alberto – Deriva de dois termos germânicos, “adal” e “berth”, que significa nobre célebre e/ou conselheiro dos espíritos. Estamos perante um pensador solitário que abomina os aspectos frívolos da vida.

Alcina ata-se de uma pessoa racional com uma grande capacidade de trabalho e que acredita apenas naquilo que vê. Porém, na intimidade pode ser uma pessoa sentimental e na amizade é fiel.
– do grego Alkínoos e significa espírito forte

Alda – Este nome vem do germânico “alda”, que significa velho experiente ou grande. Alda é franca e senhora de um espírito aberto. Profissionalmente é conscienciosa, perseverante e, em equipa, um elemento de grande valor. Na vida privada prefere uma amizade forte e livre dos grilhões do compromisso que podem pôr em xeque a sua liberdade. Seduz pela sua simplicidade, generosidade e maturidade.

Alexandra/e – Dos termos gregos “alexein” e “andros”, respectivamente, proteger e homem, ou seja, defensor do homem. O ar sonhador de Alexandra esconde um espírito tenaz, lutador e mesmo conspirador. Na prática impõe-se pela oposição e exprimindo a sua diferença. Propensa a crises existenciais, sai destas fases mais forte e determinada.

Alexandre é um líder nato, cuja maior preocupação é melhorar a vida dos demais, desempenhando um papel preponderante a favor do progresso. Mistura bem conseguida de doçura e determinação, o seu segredo reside na sua toral disponibilidade. A filantropia assenta-lhe como uma luva.Alexandre é decidido e muito teimoso, não pensando duas vezes em arriscar-se para obter o que deseja. O facto de ser detentor de uma inteligência muito aguda poupa-lhe esforços para subir na vida, mas raramente enriquece, mesmo apesar de ser uma pessoa económica.

Alexis – Do sânscrito Raksatin ou do grego Alexein e significa proteger.

Alfredo – Nome de origem germânica. Alfredo é um individualista convicto dono de um carácter sensível e introvertido. Quando se apaixona, põe de parte a sua individualidade e pode chegar a fazer muitas concessões, sem que no entanto assuma qualquer compromisso. Abomina os contratempos que o podem travar.

Alice – Nome que deriva do germânico “adal” (nobre) e “haid” (estirpe). É geralmente inteligente e dona de uma imaginação fértil, muito embora a susceptibilidade a possa desequilibrar com facilidade. Pragamática e sensata no quotidiano, jamais desdenha os prazeres que a vida lhe possa proporcionar.

Alma – do latim Alma, ou seja, a que alimenta.

Aloísio – do latim Aloysius, que originou Luís.

Álvaro – Do germânico Adalvar que significa nobre guerreiro. Este nome caracteriza uma pessoa com os pés assentes na terra e com um grande espírito de sacrifício. Todavia exige dos outros em proporção aquilo que lhes dá. Gosta comunicar, de dar conselhos e empenha-se de facto em compreender as outras pessoas. Senhor de uma inteligência aguda é também bastante susceptível relativamente às suas aspirações. À parte disso tem um bom sentido de humor.
Amália – do visigodo Amal e que significa trabalho

Amanda – Do latim Amandus e tem como significado, que deve ser amada

Amélia – é uma variação de Amália e poderá significar também laboriosa, do germânico Amalie

Américo – De origem visigoda, é a conjugação de Amalric que derivou para o germânico.

Ana – Do hebraico “hanna”, que significa graciosa. Consciente das responsabilidades, pode à primeira vista parecer um pouco fria. Porém, o seu coração pode ser quente, mas de uma forma selectiva. Prefere a solidão aos laços medíocres, a verdade às noções enganadoras. Ana é uma pessoa com um espírito analítico e moralizador, mas quando encontra uma companheiro à sua altura defende o seu direito à felicidade com tenacidade. Trata-se de uma pessoa capaz, procura as coisas que duram e que tendem a melhorar com o tempo, a paz interior, a sabedoria e a serenidade.

Anabela – é a bela Ana (ver significado de Ana).
André / Andreia – Deriva do grego “andréas” que significa viril, corajoso. Estamos face a uma pessoa inteligente, sólida e equilibrada. Optimista por natureza, esta faceta fortalece-lhe o espírito, que é de natureza afável e delicada. É um ser frequentemente dotado para as artes e de cariz comtemplativo. Evidencia-se em determinadas situações alguma dificuldade em fazer escolhas, mas quando o faz assume-o e dedica-se. É um ser humano completo, íntegro e civilizado.

Ângela/o – Pode ter a sua origem no grego “eggelos” (mensageiro) ou no latim “angelus” (anjo). No feminino estamos perante alguém que sabe o que quer, mas que apenas tem dúvidas em relação à forma de o obter. Apesar da sua aparência feminima e frágil esconde-se uma lutadora obstinada capaz de se arriscar por causas inteligentes. As suas paixões são avassaladoras , se bem que por vezes caóticas.

Angélica – Do latim Angelicus, ou seja, celestial.

Antónia/o – Este nome poderá ter a sua origem no latim “antonius” (inestimável) ou no grego “antheos” (flor). Antónia reflecte uma personalidade frágil e de grande dependência afectiva para quem constituir família é a principal meta. Dona de uma grande imaginação e sensibilidade, o mundo em que vive é só seu.
Os detentores do nome António procuram o equilíbrio, reagem de acordo com os seus sentimentos e têm necessidade de agradar e de estabelecer laços de paz com quem os cerca. Gostam do belo e procuram o prazer. A sua faceta extrovertida encontra eco na forma como comunica. Os planos metafísicos exercem sobre ele uma grande atracção.

Apolo – Do grego Apóllon, o que nunca morre.


Ari – Do hebraico Arih, que tem o significado de leão.

Ariadna – Do grego Ariádne e significa muito sagrada.

Ariel – Do hebraico Ariel e que significa leão de Deus.

Arnaldo – Do germânico Arnwald e significa que governa como águia.

Artur – Do celta Art (urso) e Ur (grande). A imaginação ocupa um lugar de destaque para o Artur que muitas vezes confunde os sonhos com a realidade. Tem uma personalidade complexa e uma grande vivacidade de espírito. Vive o presente em busca do futuro, mas o passado pode muitas vezes reservar-lhe surpresas desagradáveis das quais tenta desenvencilhar-se. Encontra a realização e a paz de espírito na arte.

Astrid – Deriva do norueguês. É a conjugação de Ass (nome de Deus) e de Drudi (força.)

Augusta/o – Nome que tem origem no termo latino “augustos”, ou seja, aquele que é majestoso, consagrado ou digno de veneração. Augusta é idealista, generosa e dedica-se com intensidade aos projectos ou pessoas que escolhe. Poder ter algumas crises de identidade e angústias, devido a contrariedades na sua contribuição para um mundo melhor.
Já o Augusto é rigoroso e combativo, por vezes, belicoso. É um estratega e um gestor de alto gabarito, que assume as suas responsabilidades com prazer. Contorna e ultrapassa os obstáculos que o limitam. Tem um coração generoso.

Aurélio – que significa ouro, do latim Aurelius.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O estruturalismo - a semiologia e a semiótica

Tentando responder “o que é a palavra?”, que ele entendeu como um signo, formado por conceito e som (o significado e o significante), Saussure deu os primeiros passos para a emergência de uma disciplina nova, uma ciência dos sinais e dos sistemas dos sinais que ele nomeou como semiologia, para qual acreditou a lingüistica estrutural poderia fornecer a principal metodologia. Mais tarde, nos Estados Unidos, batizaram-na de semiótica. Em 1961, Lévi-Strauss situou a antropologia estrutural dentro do domínio do "semiologia". Cada vez mais os termos de semiologia e da semiótica, ciência decorrente da semiologia, vieram a designar um campo do estudo que analisa sistemas, códigos, e convenções de sinal de todos os tipos: do ser humano às línguas do animal, do jargão das formas ao léxico do alimento, das regras da narrativa popular às que compõe os sistemas fonológicos, dos códigos da arquitetura e da medicina às convenções do mito e da literatura.