A 23 de Dezembro último, uma quadrilha, presumivelmente com a intenção de assaltar, invadiu a residência da moçambicana Ancha Machiana Nangaio, na zona de Rosenberg, em Joanesburgo, e assassinou-a juntamente com os dois filhos menores, Tsa-One Khoza e Karabo Khoza, incluindo o seu cunhado, Danilo Garcia, e o sobrinho, Nadir Khoza. Posteriormente, a quadrilha assassina abandonou a residência carregando alguns bens.
Victor Saíde Machiana, irmão da malograda Ancha, disse ontem ao nosso Jornal que apenas uma das cinco vítimas é que foi morta a tiro, acrescentando que as restantes quatro morreram por enforcamento.
A fonte mostrou-se reservada quanto a pormenores e possíveis móbeis do macabro crime. Porém, disse que a família aventa a hipótese de o assassinato ter algo a ver com actos de xenofobia, que as vezes eclodem na África do Sul.
Segundo Victor Machiana, a Polícia sul-africana já deteve cinco indiciados do crime, sendo um deles morador das proximidades da residência da família assassinada. Outro ponto salientado pelo nosso interlocutor prende-se com o facto de entre os detidos figurar um jovem de 17 anos de idade. A quadrilha foi terça-feira apresentada a um tribunal de Joanesburgo, não havendo ainda detalhes sobre os resultados da acção da justiça sul-africana.
Entretanto, Fernando Fazenda, Alto-Comissário de Moçambique naquele país, contactado na tarde de terça-feira pela nossa Reportagem, disse que até segunda-feira a Polícia reportava ter detido três bandidos envolvidos no assassinato, estando ainda no encalço do cabecilha da “gang”. O diplomata disse ainda que os detalhes do caso estavam em poder da Polícia, acrescentando que as informações iniciais apontavam para um assalto, uma vez que a quadrilha abandonou a residência com alguns bens, parte dos quais recuperados pelas autoridades.
Ao que soubemos da família, a casa na qual as vítimas viviam foi há dois meses assaltada, tendo os bandidos carregado quase todo o mobiliário facilmente transportável. Ancha, a mais velha entre as vítimas, vivia na África do Sul há pouco mais de 20 anos.
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